A vela que queima dos dois lados


Um paralelo entre o Novo Cinema alemão e Cinema Novo brasileiro por seus protagonistas Rainer Werner Fassbinder e Glauber de Andrade Rocha.


Resumo: O artigo pretende estabelecer um paralelo entre o Cinema Novo brasileiro e o Novo Cinema Alemão através de seus principais expoentes, Glauber Pedro de Andrade Rocha e Rainer Werner Fassbinder. Tanto na Alemanha como no Brasil, o chamado Cinema Novo transformou a compreensão daquilo que é chamada de sétima arte. Em ambos os países, as personalidades polêmicas, e sobretudo exageradas de Glauber e Fassbinder, causaram um impacto através de suas obras cinematográficas que contam de uma maneira muito peculiar a história de seu povo, de sua pátria. Quais seriam então as aproximações que assemelham a produção cinematográfica entre esses dois diretores separados por contextos e códigos culturais tão distintos?
Palavras-Chave: Cinema Novo Brasileiro, Novo Cinema Alemão, Glauber Rocha, Rainer Werner Fassbinder.

Abstract: The article will attempt to establish a parallel between Brazilian Cinema Novo and the new German cinema through its leading exponents, Glauber Rocha de Andrade and Rainer Werner Fassbinder. Both in Germany and in Brazil, called Cinema Novo transformed the understanding of what is called the seventh art. In both countries, the controversies, and especially exaggerated personalities Glauber and Fassbinder, made an impact through their films that tell a very peculiar way the story of his people, his homeland. What would be the approaches that resemble the film production between these two directors separated by different contexts and cultural codes?
Keywords: New Brazilian Cinema, New German Cinema, Glauber Rocha, Rainer Werner Fassbinder.



Introdução

Não há como pensar e falar sobre o Cinema Novo, tanto no Brasil como na Alemanha, e não mencionar as duas personalidades sinônimas de radicalidade, de ruptura, da invenção formal e de originalidade como Glauber Rocha e Rainer Werner Fassbinder. Ambos tiveram trajetórias muito semelhantes, num certo sentido, deixando um legado riquíssimo onde pode-se perceber a história do Brasil e da Alemanha através de suas obras cinematográficas. De estilos muito parecidos, personalidade forte, exageros e dotados de uma cultura e inteligência impressionantes, foram contemporâneos e fundamentais para a consolidação do movimento que causou profundos impactos no cinema de seus respectivos países.
Na Alemanha, o chamado Novo Cinema (ou Neues Deutscher Film) tem na “tríade” Werner Herzog, Win Wenders e Fassbinder seus mais populares e expressivos artistas. Destes, quem conviveu e manteve uma relação mais próxima com Glauber Rocha no exílio, foi Werner Herzog[1]. Segundo Herzog, “Glauber era genial, muito inteligente e extremamente desorganizado”. Tinha uma verdadeira paixão pelo cinema e fala muito em viajar a pé e filmar, escrever, escrever muito, pois para ser um bom cineasta era necessário escrever e muito. Glauber Rocha foi a estrela solitária do gênesis do cinema brasileiro, o qual participou ativamente do movimento do cinema autoral e do chamado Cinema Novo brasileiro. Nosso “Godard”, como diriam alguns, era como Fassbinder muito polêmico, amado e odiado mas nunca medíocre em seus trabalhos e projetos. Ambos eram dotados de uma inteligência acima da média e isso talvez incomodava muita gente, e claro também por seus filmes tocarem fundo nas mazelas e dilemas da sociedade daquela época.
Tanto Glauber como Fassbinder tiveram um final trágico e nebuloso o que contribui ainda mais para a construção do mito do Cinema Novo em ambos os lados do Atlântico. Em ambos, emanava uma aura mítica, xamanística e visionária. Fassbinder se tornara famoso pela frase Schlafen kann ich, wenn ich tot bin[2], demonstrando em apenas uma sentença todo o exagero e volúpia produtiva pela qual seus 17 anos de produção cinematográfica haviam causado, resultando em mais de quarenta filmes. Glauber não produzira tanto, mas buscava antes um outro ponto de vista. Afirmava, “O que interessa é o metódo, não o tema”, e desenvolvera uma metodologia própria de produção cinematográfica, que o elevou ao reconhecimento internacional e catapultou ao estrelato a persona cult tão aclamada do cinema terceiro mundista. Glauber fizera um verdadeiro melting pot de tudo o que havia de mais atual, anárquico, genial, artístico e inovador na arte de seu tempo, acrescentando um tempero baiano bem brasileiro a isso tudo. O resto é história, e do mito nos resta o cinema eternizado pelo brilhante cineasta Glauber Rocha.



Glauber Rocha e o Cinema Novo Brasileiro

“Nosso cinema é novo porque o homem brasileiro é novo e a problemática do Brasil é nova e a nossa luz é nova e por isso nossos filmes nascem diferentes dos cinemas da Europa.”  

Estrela solitária do gênesis do cinema novo brasileiro, artista genial e incompreendido, muito a frente de seu tempo, Glauber Rocha sempre será o grande expoente do cinema brasileiro. O bom baiano de Vitória da Conquista foi mestre na arte da irreverência, ousadia e revolução no cinema. Misturando tudo isso com política e uma pitada de mitologia popular, construiu uma obra sem igual no cinema brasileiro.
 O Cinema Novo no Brasil surgiu para inovar esteticamente o cinema que era produzido nas décadas de quarenta e cinquenta; onde as companhias Vera Cruz (a tentativa de copiar o modelo europeu) e Atlântida (que produzia suas “chanchadas”) já não caiam mais nas graças do público da época. Com a célebre frase “Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”, o cinema novo brasileiro ensaiava o seu nascimento.
No ano de 1955, o cinema brasileiro vivia um período decadente e para surpresa de todos, Nelson Pereira dos Santos lança o filme inspirador do cinema novo brasileiro, Rio 40 graus. Após assistir ao filme 3 vezes, Glauber escolhe a sétima arte para poder expressar tudo o que vinha em sua cabeça e elege Nelson como seu mestre e Guru. O filme relata a vida cotidiana do Rio, a favela, o povo, seu cotidiano, seus problemas e aflições. Tudo a ver com a proposta do Cinema Novo:

“No Brasil, o Cinema Novo é uma questão de verdade e não de fotografismo. Para nós, a câmera é um olho sobre o mundo, o travelling é um instrumento de conhecimento, a montagem não é demagogia mas a pontuação do nosso ambicioso discurso sobre a realidade humana e social do Brasil! ” 

Glauber produziu 17 filmes, porém gostaria de destacar uma produção: O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969). O filme integra a tríade consagrada por Glauber como suas obras-primas: Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964) e Terra em Transe (1967). O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro é mais conhecido internacionalmente como Antonio das Mortes, nome do protagonista de Deus e o Diabo na Terra do Sol. Glauber o reapresenta o “Matador de Cangaceiros” nesta continuação de Deus e o Diabo na Terra do Sol. Também a crítica considera esta como a obra-prima de Glauber, principalmente pela mistura do cordel com a música de Villa Lobos e a fusão de ritos folclóricos nordestinos com mitos da Antiguidade. O filme é um western de John Ford ambientado no cangaço nordestino, tendo como protagonistas Antonio das Mortes e o cangaceiro Corisco. A história contada através de uma linguagem única, bem ao estilo do Cinema Novo: a saga de Antonio das Mortes na busca de seu prestígio e dos bons velhos tempos de luta no cangaço. Neste filme, Glauber utilizou um conceito que o tornaria famoso, o chamado Tropicolor, buscando ambientar os cenários com cores vibrantes e saturando as cores no filme.
Como já era comum nas obras de Glauber, a história era simples porém narrada de uma maneira única. Uma vez que segundo ele próprio, “não importa o tema e sim o método”. Os sincretismos e os arquétipos religiosos, os problemas sociais no Nordeste brasileiro e a cultura brasileira dão o tempero para esta obra magnífica. O filme foi um sucesso estrondoso, onde indicado à Palma de Ouro em Cannes recebeu o prêmio na categoria de Melhor Diretor e na Espanha, recebeu o prêmio Luiz Buñuel na mesma categoria. Com o sucesso em Cannes, Antonio das Mortes foi exibido pelo Canal 2 da TV da República Federativa Alemã.



Fassbinder e o Novo Cinema Alemão

Da tríade consagrada do Novo Cinema Alemão (Fassbinder, Herzog e Wenders), Rainer Werner Fassbinder é o único falecido e sem dúvida, o mais polêmico de todos. Sempre teve uma vida agitada, dormia pouco e tinha um gosto apurado para os excessos (bebidas, cigarro, drogas, brigas), sua famosa frase “Schlafen kann ich, wenn ich tot bin” (Eu posso dormir quando estiver morto) diz muito sobre como foi sua vida. Fassbinder é o detentor do recorde de produção cinematográfica, com uma média incrível de 1 filme a cada 100 dias. No ano de 1970, Fassbinder lançou 7 filmes: Rio das Mortes, Das Kaffehause, Whity, Die Niklashauser Fahrt, Der Amerikanische Soldat, Warnung vor einer heiligen Nutte, e Pioniere in Ingolstadt.
A Polêmica não era apenas nos filmes, pois ele mesmo dizia que eram seus filmes reflexos de sua vida conturbada e angustiante, todos os personagens tinham a marca de Fassbinder. Como homossexual assumido, tinha uma forte tendência a retratar os excluídos e degenerados da sociedade alemã em seus filmes. No entanto, as mulheres se tornaram suas musas. As personalidades de suas protagonistas são apenas uma de suas facetas, em Die bitteren Tränen der Petra von Kant (1971), Die Ehe der Maria Braun (1978), Lili Marleen (1980), Die Sehnsuch der Veronika Voss (1981) e Lola (1981) traz à tona a catarse feminina na construção histórica dos tempos sombrios da RDF (ou BRD) ao estilo do Novo Cinema Alemão. Os sentimentos obscuros como solidão, angústia, desespero e medo combinados com a busca por amores não correspondidos e da identidade perdida, formam o quadro onde surgiram as obras sufocantes de Fassbinder. Representavam uma incerteza inquietante e um futuro pessimista.
Fassbinder trabalhava com equipes reduzidas. Como administrador e produtor teatral não encontrava dificuldades em contatar atores e amigos para suas produções, onde todos se ocupavam de diversas tarefas. Isto reduzia os custos e facilitava a finalização dos filmes. O próprio Fassbinder era cinegrafista, editor, designer de produção e também, produtor. Estreou com o filme Der Stadsteicher (1965), porém seu primeiro filme reconhecido pela crítica foi Liebe ist kälter als der Tod (1969). Seu último trabalho foi Querelle, 1982.
Em sua trajetória como cineasta sempre fez críticas mordazes à sociedade alemã da época: através dos temas, dos personagens e dramas vividos em seus filmes. Com sua morte, em 10 de junho de 1982, o Novo Cinema Alemão foi declarado extinto.


Conclusão

De todos os que compunham a vanguarda do movimento do cinema novo brasileiro, Glauber Rocha era sem dúvida o mais alemão de todos. O nome Glauber foi uma homenagem de seus pais ao cientista alemão Johann Rudolf Glauber. Die Glaube significa a crença, a fé, Der Glauber é aquele que crê, que acredita. O nome muito diferente e estranho para seus colegas, rendeu a Glauber uma série de apelidos, aos quais ele mesmo se referia a carta aos amigos, ao mesmo tempo tráz à tona uma das principais características dos cineastas do Cinema Novo Brasileiro; o de acreditar que aquilo podia dar certo. Glauber Rocha não só acreditava, como realizou o sonho de muitos colegas de profissão, que era ser reconhecido e premiado internacionalmente por suas produções.
Após o alvoroço e o entusiamo do público internacional por Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Terra em Transe (1967) e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969) ganhou Glauber Rocha a tão sonhada fama e sucesso, fazendo com que suas produções fossem adquiridas por uma série de países, em especial a Alemanha, a qual transmitia essas produções em sua TV Aberta pelo canal 2. As produções brasileiras do movimento do Cinema Novo já eram conhecidas pelo povo alemão, o documentário Cinema Novo (1967), dirigido por Joaquim Pedro de Andrade - Cinema Novo 1967 - Improvisiert und Zielbewusst (Improvisado e Determinado), inédito no Brasil, que mostra o processo de produção de cinco filmes da época – Terra em Transe (1967) de Glauber Rocha; Opinião pública (1967), de Arnaldo Jabor; A grande cidade (1966), de Cacá Diegues; Garota de Ipanema (1966), de Leon Hirszman; e Todas as mulheres do mundo (1967), de Domingos de Oliveira. A produção do documentário ficou por conta do produtor alemão K.M. Eckstein (Macunaíma, 1969), texto de Maurício Gomes Leite, fotografia de Hans Bantel e narração de Paulo José. Esse documentário foi registrado com equipamento leve e simples, mostrando onde e como era feito cinema aqui no Brasil. Dos trinta e dois minutos de película, Glauber Rocha domina praticamente 1/4 (8 minutos), onde aparece todo o processo de ensaio do roteiro, filmagem, produção e locação de Terra em transe (1967). Aliás, somente Glauber Rocha e Arnaldo Jabor aparecem trabalhando, Glauber dirigindo e ensaiando e Arnaldo na mesa de montagem cedida pela UNESCO realizando a montagem de Opinião Pública. Domingos Oliveira de terno e gravata borboleta aparece fazendo a captação de dinheiro para Todas as mulheres do Mundo com um banco no Rio de Janeiro, e conseguindo a metade do pretendido. Logo em seguida uma pequena platéia assistindo um Copião (uma primeira versão) de um dos filmes produzidos  no antigo Laboratório da Líder Cine Laboratórios (fundada em 1944 por José Augusto Rodrigues sob o nome de Laboratório Odeon). A famosa frase do documentário “Primeiro a idéia, depois o roteiro, assim nasce um filme”, mostra muito o que foi a época do cinema novo no Brasil e que não só influenciou diretamente no Novo Cinema Alemão, como o modo de vida que viviam Fassbinder e sua trupe, “Após o laboratório, o Chopp ao lado”, deixa bem claro isso no documentário (todos eram boêmios).
Talvez tenha sido o principal estopim para incendiar o Novo Cinema Alemão, pois se olharmos para a filmografia de Fassbinder, foi a partir do ano de 1967 que ele começou a ser conhecido por seu trabalho e em 1970, como foi dito anteriormente, foi o ano em que Fassbinder mais produziu. De todas as produções deste ano, gostaria de destacar duas obras nas quais tem ligação direta com o Cinema Novo brasileiro e também com a obras e as técnicas de filmagem e edição de Glauber Rocha; Whity (1970) e Rio das Mortes, (1970). Whity foi o famoso filme de Fassbinder que ninguém viu, ou que não passou em lugar algum. A história se passa no oeste americano por volta de 1878, os personagens são um velho e poderoso senhor da casa grande (Ron Randell), sua mulher jovem, infiel e ninfomaníaca (Katrin Schaake) e seus dois filhos, Frank que é homossexual (Ulli Lommel) e Davy um doente mental (Harry Baer); contra todos está o mestiço Whity (Günther Kaufmann). Na época, Fassbinder havia recebido um bom prêmio do ministério do Interior da Alemanha por Götter der Pest (1969) no concurso nacional de Cinema e decidira investir na carreira internacional. Um filme ousado levando em conta a filmografia de Fassbinder até aquele momento; eram mais de quatrocentos planos e uma cena de multidão de difícil direção. Foi filmada perto de Almeria, numa cidade construída especialmente para os bangue-bangues italianos e westerns americanos. No filme, Fassbinder utilizou a técnica desenvolvida por Glauber em O Dragão da Maldade, chamada Tropicolor, lançando mão do emprego em cena de elementos com cores vibrantes. Em ambos os filmes, as duas protagonistas mulheres utilizavam a mesma cor roxa em suas vestimentas. O vermelho é usado também por Whity/Kaufmann e pelo Diabo, na representação de Glauber. Os enredos também tem semelhanças, pois ambos são uma espécie de Western com dilemas sociais (preconceito, opressão, racismo, etc), porém Whity é um filme que destoa das outras produções de Fassbinder. O filme sai do universo da sociedade alemã retratada pelo Novo Cinema Alemão e se aproxima das produções internacionais do Cinema Novo Brasileiro, como era o caso de Glauber Rocha. Foi uma tentativa de criar um filme com um conceito internacional, um filme para as massas que no final acabou não sendo visto por ninguém, nem mesmo a TV Alemã o transmitiu dado aos graves problemas de captação no áudio e de problemas de descontinuidades que o filme apresentava (muitos problemas de descontinuidade foram percebidos pelo continuísta somente em Munique, o que já era tarde para consertar a catástrofe).

“O Primeiro passeio de Rainer pelo Hollywood-Business, sua primeira tentativa de sair dos filmes alemães de fundo de quintal para entrar no cenário mundial falhou lamentavelmente. Whity até hoje não passou no cinema e nem sequer na televisão, que, de resto, compra qualquer merda.” (BAER, Harry. P. 40.)

O outro filme seria Rio das Mortes, que é uma clara alusão ao personagem principal de Deus e o Diabo na Terra do Sol e O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, Antônio das Mortes. Também era Antônio das Mortes o título traduzido de O Dragão da Maldade, devido ao sucesso do personagem no filme anterior Deus e o Diabo. Além disso, Rio das Mortes se passa no Peru, porém o verdadeiro Rio das Mortes localiza-se no Brasil estado do Mato Grosso.
Para terminar, gostaria de ressaltar que, apesar de serem muito parecidos em muitos aspectos e viverem na mesma época, tanto Fassbinder quanto Glauber foram mencionados pelo outro em entrevistas, livros ou artigos afins. Para o poeta Ferreira Gullar, "Glauber se consumiu em seu próprio fogo", e para mim Fassbinder fez o mesmo. Ambos eram assim ardentes, como uma vela, uma vela que queima dos dois lados.






Referências Bibliográficas

BAER, Harry. Posso domir quando estiver morto – A vida sufocante de Rainer Werner Fassbinder. Tradução: Márcio Suzuki. São Paulo. Editora Brasiliense 1985.
MOTTA, Nelson. A primavera do dragão [recurso eletrônico] / Nelson Motta. - Rio de Janeiro : Objetiva, 2012.
ROCHA, Glauber. A revolução do Cinema Novo. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
_______________. Cartas ao Mundo. Org. Ivana Bentes. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.
_______________. O Século do Cinema. São Paulo: Cosac Naify, 2003.
_______________. Riverão Sussuarana. Florianópolis: UFSC, 2012
_______________. Revisão Crítica do Cinema Brasileiro. São Paulo: Cosac Naify, 2004.
_______________. Deus e o Diabo na Terra do Sol. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.
TEIXEIRA, Francisco Elinaldo. Documentário no Brasil: Tradição e Transformação. São Paulo. Editora SUMMUS.2004

Cinematográficas
Cinema Novo (Joaquim Pedro de Andrade, 1967). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hOKPHqI7Eyg. Acesso em 28 de dezembro de 2014.
Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro. (Glauber Rocha, 1969) Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=xx_QFips7Ow. Acesso em 16 de novembro de 2014.
Whity (Rainer Werner Fassbinder, 1971). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=DAv1Fwz-90A, https://www.youtube.com/watch?v=rfvDL_wO_JU e https://www.youtube.com/watch?v=4OWtbhj5NpY. Acesso em 17 de novembro de 2014.



[1]                     Dito por ele mesmo na 3ª Jornada internacional de Jornalismo com a homenagem a Glauber Rocha em 2011.
[2]                      “Posso dormir quando estiver morto.”

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